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Entrevista com André Saboya

May 27, 2016

Entrevistamos o André Saboya, diretor cênico da montagem da ópera "Dido & Aeneas", de H. Purcell, que faremos em junho. Ele também participou esse ano na montagem de "O Empresário Teatral", de W. A. Mozart, tendo trabalhado com o Ópera Estúdio do IA UNICAMP. André nos conta sobre como é preparar uma comédia e um drama e quais foram suas referências para a montagem de "Dido & Aeneas", além de falar sobre o papel do coro e como é o trabalho com cantores. Confira a nossa entrevista:

 

 



André, como foi montar uma ópera cômica como "O Empresário" e agora encarar uma ópera trágica, como "Dido & Aeneas"?

Na comédia "O Empresário" a cena era "horizontal", porque os personagens, que eram todos artistas, agiam uns sobre os outros de maneira mais direta. Nela os temas eram mais explícitos e ficcionalmente tudo acontecia dentro de um lugar só: o escritório do empresário. Além disso, era um singspiel: metade da encenação era dialogada e metade era cantada, o que deu a chance dos atores e cantores experimentarem também o improviso, muito presente nos espetáculos de humor hoje em dia. Já a ópera trágica de Purcell é cantada do começo ao fim, além de não ter somente um espaço ficcional.

Quais foram as suas referências para criar a concepção com que você trabalha na ópera "Dido & Aeneas"?

A principal referência é o Bob Wilson, um cara de quem eu gosto muito e que trabalha com ópera e com teatro. Ele faz isso desde os anos 80 e está em cartaz em São Paulo atualmente. Ele dirige tanto espetáculos de teatro como de ópera e eu gosto principalmente de como ele coloca os atores nesses espetáculos, porque parece que os atores e cantores do Bob Wilson têm sempre um nível de energia a mais, eles estão sempre em prontidão e isso chama a atenção naturalmente. Além disso, eu também me inspiro muito no filme "Macbeth" (2015), do diretor Justin Kurzel. Acredito que o Nahum Tate, que fez o libreto de "Dido & Aeneas", também se inspirou nessa peça de Shakespeare, já que ele faz referência às Wayward Sisters (ou também Weird Sisters), que no original é o nome das bruxas do "Macbeth". Por isso, é uma referência para mim tanto visual como na composição de personagens. Também há muitas referências que já passaram pela minha vida e que eu continuo usando, como por exemplo os bufões medievais e até, em alguns momentos, a caminhada do teatro Nō. A gente coloca tudo isso no caldeirão e vê o que dá!

Você nos falou sobre os diversos personagens dessa ópera. Fale-nos um pouco sobre o papel do coro dentro dela.

O papel do coro nessa ópera é grandioso pois, além de cantar partes belíssimas que estão presentes na partitura, ele é o elemento fundamental da composição dos diferentes espaços. Em "Dido & Aeneas", diferente do que acontece em "O Empresário", temos vários espaços: uma floresta, uma caverna, um palácio...e o coro é fundamental para que o público veja esses lugares acontecendo - além de reagir sempre ao que os outros personagens estão fazendo. Ele também personifica objetos e torna visível o universo do invisível.

Você é ator, de formação, mas trabalha com cantores. Como é para você essa experiência?

Na minha formação e na minha breve experiência de carreira eu realmente já trabalhei com cantores, profissionais, não profissionais, bailarinos, midiálogos e, sempre que eu entro na sala de ensaio, esqueço um pouco que eu não estou trabalhando com "não atores". É claro que eu tomo cuidado com vocabulários específicos que possam causar alguma barreira de entendimento, mas acredito que uma das principais qualidades de um bom ator é estar sempre disponível a fazer alguma coisa, a agir. Ironicamente, você não precisa ser ator para desejar fazer algo e então fazer. Então, eu encaro simplesmente como um trabalho, independentemente de serem atores profissionais ou amadores.

A récita da ópera trágica "Dido & Aeneas", de H. Purcell, acontecerá no CIAEI Indaiatuba no dia 18 de junho, às 20h, com a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, sob regência de Paulo de Paula. Mais informações na seção Agenda 2016. Esperamos todos vocês!
 

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